João Pancinha
As grandes transformações econômicas, sociais e tecnológicas, entre outras, que caracterizam a contemporaneidade devem conduzir nossos pensamentos e posicionamentos a reflexões. Em um momento em que novas tecnologias surgem numa velocidade vertiginosa, devemos estar atentos para que o uso desses novos recursos seja direcionado para o bem-estar social, fortalecendo valores educacionais, comunitários e culturais.
Porto Alegre vive um período de modernização, qualificando suas estruturas para a comunidade. Esses momentos, de imediato, causam transtornos cotidianos, pois as obras alteram a fisionomia da urbe. Questões referentes à mobilidade urbana e à consciência ambiental norteiam as mudanças do tecido viário. Nesse sentido, o transporte público é tema central, sendo um recurso vital para manter a cidade em crescimento - "respirando" -, na medida em que interliga os diferentes pontos da metrópole. No entanto, o que vemos é cada vez mais veículos circulando pelas ruas com apenas uma ou, no máximo, duas pessoas. Tal tendência acaba corroborando com o caos no trânsito, acentuado nas horas de pico. Como amenizar isso? Investindo em transporte público de qualidade. Esta ação é fundamental, por esse motivo a Carris é referência nacional, buscando sempre novas tecnologias que favoreçam a população. No entanto, a melhoria e a renovação constante da frota podem ser somadas a sua consciência como agente social, participante da história da cidade.
A Companhia Carris Porto-Alegrense é a empresa de transporte coletivo mais antiga do país em atividade. Fundada em 1872, sua digressão secular faz parte do desenvolvimento urbano da capital gaúcha e do cotidiano dos cidadãos, suas histórias são indissociáveis. Nesse sentido, recentemente, foi institucionalizada a Unidade de Documentação e Memória Carris, um espaço que busca valorizar o transporte público através de suas histórias.
Configura entre nossas propostas desenvolver ações que promovam o sentimento de pertença da população ao bem público, identificando os sujeitos sociais como construtores da história, objetivando o desenvolvimento da cidadania nas transformações sociais.